Em Rebouças a família Bergamin investe em diversificação, relembra as dificuldades enfrentadas e planeja novos rumos.
No dia 11 de janeiro visitamos a propriedade do senhor Adelir Albino Bergamin. A propriedade localizada na comunidade de Barra dos Andrades, no município de Rebouças, é comandada por Adelir, seu irmão Odir e pelo filho/sobrinho, Ney, todos eles associados da Bom Jesus. A família veio da cidade de Aratiba, região de Erechim (RS), para se estabelecer em Rebouças, no começo encontraram algumas dificuldades, mas hoje pensam em novos investimentos.
O grande trunfo da família Bergamin para gerir a propriedade com sucesso foi diversificar os trabalhos, para que quando um estiver em baixa, o outro mantenha as “coisas nos trilhos”.
Adelir conta que as dificuldades logo quando se mudaram para Rebouças foram enormes, “a nossa primeira produção foi de feijão, colhemos 160 sacas, vendemos 155, mas até hoje não recebemos o valor referente a elas. Na época era o que tínhamos para investir na safra seguinte”.
Com essa primeira adversidade a família Bergamin decidiu investir em outras culturas na propriedade. Hoje plantam 20 alqueires de milho, 60 alqueires de soja, de 8 a 10 alqueires de feijão e ainda contam com 550 porcos e uma média de 250 litros de leite diário, o que faz com que a propriedade se mantenha capitalizada.
Além das culturas já comuns em todas as propriedades, os Bergamin cultivam um pequeno parreiral de uvas, cultura essa que se revela a paixão da família, e quem sabe um novo investimento.
“Trouxemos essa paixão pela uva e o vinho do Rio Grande do Sul, como descendentes de italianos, e também gaúchos, temos essa cultura enraizada na família. A vontade é de que algum dia possamos industrializar nossas uvas, talvez não como vinho, mas suco de uva,” disse Adelir.
E como a família é bem grande e se espalhou rápido pelo país, uma tática foi adotada, “a família se espalhou pelo Brasil todo, para podermos nos encontrar, rever os parentes, conhecer os que estão nascendo e ainda alguns que ainda não sabíamos da existência, uma vez a cada dois anos marcamos uma reunião”, disse Ney.
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